Quando assumo um projeto de Controladoria, uma das primeiras coisas que faço não é olhar para os números — é conversar com as pessoas. Especificamente, uma conversa individual com cada gestor de área.
Essa prática tem um nome: reunião 1 a 1. E ela revela informações que nenhum Balancete ou DRE consegue capturar.
Os números registram o que já aconteceu. As pessoas sabem o que está acontecendo agora — e o que vai acontecer. O gerente de estoque sabe que há produtos parados há 8 meses. O responsável pelo comercial sabe que um cliente grande está atrasando. O gestor financeiro sabe que uma linha de crédito está prestes a vencer.
Essas informações raramente chegam ao empresário de forma estruturada. O 1 a 1 cria o canal para isso.
"Os números dizem o que aconteceu. As pessoas dizem por quê — e o que vem por aí."
Essa pergunta desarmante gera respostas surpreendentes. O colaborador que está no operacional todos os dias vê ineficiências que o empresário, no estratégico, não enxerga.
Essa pergunta estimula o pensamento de eficiência — e frequentemente revela gargalos operacionais que impactam diretamente o Fluxo de Caixa.
Custos sem justificativa clara são um dos maiores vampiros de caixa das empresas. E quem melhor para identificá-los do que quem convive com eles diariamente?
As informações coletadas nos 1 a 1 precisam ser cruzadas com os dados financeiros — Balancete, DRE e Fluxo de Caixa. Quando o que a pessoa relata bate com o que o número mostra, você tem um diagnóstico preciso e acionável.
A gestão financeira mais eficaz que já vi combina a precisão dos números com a inteligência humana das equipes. Um sem o outro é incompleto.
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